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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mais um dia lindo e cheio nas famosas ilhas gregas


Hoje é nosso último dia de ilhas gregas, de beleza natural paradisíaca, de casinhas azuis e brancas charmosas e de calor agradável. Amanhã vamos para Paris, onde as belezas são de construção humana e onde o frio já chegou com tudo. Com isso em mente, o Rafa deixou sua tradicional preguiça de lado e madrugou às 6:50. A Má já tinha avisado que queria descansar um pouco e não estava disposta a acordar tão cedo assim. Então ele pegou a motinha e foi para a praia mais próxima do nosso hotel. Chegou a tempo de sentar ali e esperar enquanto o sol começava a despontar no horizonte. Foi um espectáculo lindo, o céu estava limpo e sua majestade o rei sol fez sua entrada triunfante, com milhares de cores alaranjadas e azuladas no céu, e seu longo reflexo nas águas do mar! Uma benção. Para melhorar ainda mais, o Rafa recebeu a companhia de um belo cachorro caramelo, que assistiu ao espectáculo com ele e ficou pedindo carinho e seguindo seus passos pela praia. Outro cão ficou com inveja e, como estava amarrado, ficou latindo desesperadamente. Rafa e seu novo amigo canino foram lá brincar com ele!











Em seguida, o Rafa voltou para o hotel, se arrumou para a viagem a Mykonos, acordou a Má, e foram tomar café juntos. Depois, ainda pilhado por ser o último dia em Santorini, ele quis ir às ruínas que estavam fechadas ontem por greve. A Má resolveu ficar no hotel, arrumar as malas e procurar umas coisas nas lojas ali perto. Ainda bem que ela não foi, pois foi realmente uma correria... Ufá, pegamos o barco para Mykonos. 








No barco, fizemos amizade com uns brasileiros e conversamos bastante. Chegando no porto, ainda conhecemos outro casal jovem que está fazendo pós em Portugal. Nos despedimos e
fomos alugar uma scooter na primeira loja que achamos. Deixamos nossas malas ali e fomos explorar a ilha. A primeira parada foi para almoçar numa pequena praia próxima da vila, chamada Platis Gialos, onde tivemos nosso primeiro contato com as águas cristalinas daqui, com vários turistas fazendo snorkeling.










De lá, seguimos para Paradise Beach, uma das mais famosas da ilha. Chegando lá
entendemos na hora porque: o lugar tem uma super infra-estrutura para balada! Lembra
a praia Brava, de Floripa. Como estamos na baixa estação, a praia estava bem tranquila.
Tiramos umas fotos, andamos pela praia, vimos a parte de nudismo... Quando estávamos
quase saindo de lá, surpresa: encontramos o casal que tínhamos conhecido há pouco no
porto! O hotel deles é ali e eles já estavam na praia há algum tempo. Ficamos ali trocando
altas idéias com eles, um papo super gostoso. O Rafa até se empolgou e, apesar de ter
deixado as sungas na mala que ficou na loja onde alugaram a motoca, resolveu tomar banho assim mesmo, de cueca... Afinal, em praia com nudismo, quem vai ligar para um cara de cueca?










Depois de tomarmos uma cervejinha e trocar emails, seguimos nosso caminho, rumo a Little Venice, lugar famoso pelos moinhos de vento e pela vista maravilhosa do pôr do sol. Mais uma vez, outro espectáculo, vejam abaixo...














Depois, uma pequena aventura pelas estreitas ruelas de pedestres da vila, até chegar à loja, devolver a moto, e vir pro aeroporto... Esta noite dormiremos novamente na casa do César e da Maria, verdadeiros anjos! Apesar do nosso voo estar mais de duas horas atrasado por causa da greve de controladores de tráfego áreo, eles estarão lá nos esperando! Mais uma vez, valeu demais queridos!
Amanhã pegaremos o voo para Paris, para encontrar nossos amigos Emília e Tiol, que chegam lá a noite. Vai ser muito legal essa parte da viagem, em companhia deles!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Madrugando no Ganges!

Fomos os últimos a chegar no ônibus mas chegamos a tempo! Ufaaa, não queriamos perder esse passeio por nada! Fomos para a cidade, que estava impressionantemente vazia, comparada com ontem, já que os comércio a esta hora ainda estava fechado... Andamos por várias ruelas sujas até chegarmos o local onde pegaríamos nosso barquinho para o passeio. Foi lindo ver o nascer do sol ali, em meio ao Rio, com todas essas pessoas fazendo oferendas, homenagens, se banhando, etc..












Vimos diversos templos à beira do Rio, o guia nos explicou sobre a crença de que, morrendo do lado oeste do Ganges ali em Varanasi, as pessoas se libertam das reencarnações neste mundo, o Sansara. Assim, muitos vem para a cidade para morrer ali. Enquanto o lado oeste é todo colorido, repleto de templos e palácios construídos por Marajás que queriam frequentar o local, o lado leste parece um deserto, já que acredita-se que quem morre ali reencarnará como jumento.
Com tantas pessoas morrendo ali, existem dois grandes crematórios. A tradição diz que o corpo deve ser cremado em 24 horas ou menos, na presença dos membros masculinos da família, que devem raspar cabelos e barba e fazer luto durante 10 dias, após o qual tomam um banho purificador no Ganges para poderem seguir com a vida. Antigamente, todas as cremações eram feitas com madeira. No entanto, como é caro (são necessários 250 a 300 kilos de madeira para cremar um corpo), muitos corpos eram jogados no Ganges antes de serem totalmente cremados. Para evitar isso, o governo instalou um segundo crematório, a gás, que faz o serviço gratuitamente para a população. O fogo usado é milenar, sempre foi mantido aceso pois acreditam que foi o próprio Shiva que o acendeu!


Descemos do barco no crematório a madeira e caminhamos ao lado de uma cerimônia, foi muito forte... Não se podia tirar fotos por respeito, mas dava para ver claramente partes do corpo da pessoa em chamas. Depois, voltamos caminhando pelas ruelas do centro antigo ao nosso ônibus e fomos de volta ao hotel.


Mais tarde, após o café da manhã, foi a hora das mulheres, maioria do grupo, terem várias experiências interessantes. Primeiro, um homem que vende especiarias veio fazer uma visita ao hotel. Elas se encantaram com os diferentes cheiros e gostos das hervas e sementes que ele trouxe. Em seguida, fomos visitar uma fábrica de seda. O dono, um homem com um ótimo senso de humor, explicou em espanhol claro todo o processo, fazendo várias piadas. Depois elas se deliciaram olhando e provando diversas peças de roupa, e fazendo as tradicionais "comprítias"!!! Finalmente, após um rápido almoço, fomos a um palácio que hoje serve como loja de tapetes, onde assistimos um show de dança indiana clássica. Foi muito bonito. Após o show,o host, que parecia um Al Pacino piorado, ficou incentivando as moças a fazerem compras na loja, que tinha tapetes e todos os outros tipos de souvenirs locais! A Má se segurou bastante durante o dia todo para não comprar de tudo, comprando apenas umas pecinhas na loja de seda.









Ufa, quantas emoções para o público feminino! Mas agora era hora de pegar nosso trem para Agra! Como sempre uma aventura! Conseguimos colocar todo mundo e todas as malas no trem, apesar do susto: enquanto o Rafa ajudava as moças do nosso grupo a levantar as malas para colocar no vagão, o trem começou a andar lentamente. Resultado, o Rafa foi puxando a mala dele e de outra moça ao lado do trem que andava por uns cem metros na estação, em meio àquela bagunça de gente no caminho. Uma loucura! Mas finalmente conseguimos e agora estamos no trem, nas nossas "caminhas", a caminho de Agra!