sábado, 8 de outubro de 2011

Beth e Josal, nossos anfitriões nota 1000!!

Mais uma vez a Beth nos acordou para tomarmos café da manhã todos juntos. Que gostoso estar em família! Vamos sentir muitas saudades deles!!! Depois do café, fomos para o salão, onde o Rafa finalmente cortou o cabelo, que não via uma tesoura desde antes do início da viagem. A Má também aproveitou o belo salão que a Beth nos indicou para fazer pé e mão, enquanto o Josal também cortava o cabelo.
Em seguida, Má e Rafa foram visitar a casa de Gandhi, um museu em homenagem a este homem tão importante para a história da Índia. Foi muito interessante conhecer um pouco mais a respeito de sua trajetória e seus pensamentos. Realmente foi um ser humano com valores e coragem excepcionais, um verdadeiro exemplo a ser seguido.








Depois, fomos todos almoçar juntos no Leopold café. Este local parece simplesinho, mas é super tradicional. A Beth e o Josal adoram, e realmente é de longe o melhor Nan, uma espécie de pão fininho típico recheado de queijo ou alho, que comemos na viagem toda! O almoço foi maravilhoso, e ficamos conversando todos alegremente!






A seguir, fizemos mais umas comprinhas, inclusive a famosa máquina nova, que a Beth nos ajudou a escolher e nos levou na loja onde ela havia comprado a dela. Finalmente, chegou a hora de nos despedirmos, pois tinhamos que correr para o aeroporto, onde tomamos nosso voo para Delhi, a caminho de Istambul. A Má ainda arrumou uns minutinhos para brincar com os simpáticos cachorrinhos dos nossos anfitriões, a Cookie e o Simba, filho dela (a Má lembrou do Toby, da Sá, com saudades)... 






Passaremos o dia de amanhã passeando em Istambul, para depois pegar o voo para Atenas e encontrar nosso amigo César, nosso comandante e capitão predileto!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Passeio e compras em Mumbai

Acordamos em nosso primeiro dia em Mumbai e fomos recebidos com um maravilhoso café da manhã em família, já que Beth e Josal são verdadeiros tios para o Rafa! Uma delícia! O Josal logo teve que sair para trabalhar, mas a Beth ficou conosco e serviu de guia para nosso passeio de sightseeing e compras na cidade! Ela está fazendo um curso de fotografia e nos incentivou a aprender um pouco mais com ela sobre o assunto. O Rafa acabou se empolgando tanto que decidiu aproveitar que os eletrônicos são baratos na Índia e vai adquirir uma nova máquina para continuar a viagem!



Uma amiga da Beth também estava uma amiga visitando sua casa, e fomos todos juntos fazer o passeio pela cidade. Nossa primeira parada foi a lavanderia de Mumbai. Este local, ao ar livre no que parece ser uma grande favela, na realidade lava as roupas de toda a cidade. Vários hotéis trazem sua roupa suja para ser lavada ali. Só os homens trabalham na lavagem das roupas, enquanto as mulheres ficam passando (nós não vimos nenhuma mulher ali...). Em seguida, fomos a uma loja chamada Mumbai Store, que vende lembranças de toda a Índia, de boa qualidade e a preços justos (e fixos, para nosso alívio, já que não aguentamos mais essa história de ter que negociar tudo sempre)... 




Depois, fomos ao clube de golfe, onde Beth e Josal são sócios, para almoçar. Tudo muito gostoso, com um destaque especial para o ambiente aberto com vista para o campo de golfe e para o caldo de cana com limão e gengibre, que estávamos morrendo de vontade de tomar sempre que viamos nas ruas mas nunca tivemos coragem.



Em seguida, fomos para uma loja de roupas locais, onde tanto a Má como o Rafa encontraram lindas roupas novas. Aproveitamos esses dias na Índia para fazer bastante compras, já que queremos enviar duas malas embora pelo correio diretamente da Grécia, para não termos mais que carregá-las nesta parte final da nossa viagem. Assim, acabamos nos empolgando!



A noite, a Beth e o Josal tinham um compromisso oficial para o qual não podíamos acompanhá-los. Nas conversas sobre onde irmos, acabou surgindo o nome do restaurante Wasabi, que fica no Taj Mahal, o hotel mais luxuoso da Índia. Segundo a Beth, este restaurante foi eleito o melhor japonês do mundo e o Rafa, que ama comida japonesa, não podia deixar de conhecer. Antes do jantar, fomos conhecer o Gate of India, um dos monumentos mais famosos de Mumbai, que fica em frente ao restaurante.




Chegando ao restaurante, tivemos a sorte de conseguir mesa sem reserva. Acabamos conversando um pouco com o garçom e comentando que somos brasileiros. Ele nos disse que o Consul do Brasil estava lá. Achamos até estranho, pois pensávamos que o Josal era o consul, mas na verdade ele é consul geral... Pedimos ao garçom que dissesse a ele que eramos amigos do Josal, e ele então veio a nossa mesa conhecer-nos. O Luis é uma pessoa super legal, acabamos conversando um pouco em pé e o convidamos para sentar a nossa mesa, já que ele estava sozinho no sushi bar. Tivemos uma ótima conversa, vimos fotos dele e do irmão gêmeo dele, enfim, super agradável! A comida também foi maravilhosa, com certeza tem nível para ser o melhor japa do mundo na opinião do Rafa também!









Depois do jantar, nosso novo amigo Luis ainda nos levou para um tour guiado pelo hotel. Ficamos sabendo sobre o episódio do famoso ataque terrorista uns anos atrás, e como os terroristas foram finalmente mortos, após 3 dias de luta, no restaurante onde tinhamos acabado de comer (Luis: obrigado por nos falar isso apenas depois do jantar :-)
Também conhecemos a entrada antiga, por onde as carruagens entravam antigamente, vimos a piscina do hotel, tiramos foto com a estátua do fundador, Sr. Tata (isso mesmo, o que iniciou o Tata Group), e vimos as fotos das pessoas famosas que se hospedaram ali. Depois fomos para casa, descansar para o dia seguinte, quando viajaríamos para Delhi e depois Turquia...








quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Taj Mahal, uma imensa loucura de amor!!!


Chegamos a Agra e, obviamente, todos estavam anciosos para ver uma das 7 maravilhas do mundo: o famoso Taj Mahal! Após um rápido café da manhã e banho no hotel, fomos para a rua. Para chegar ao Taj Mahal, passamos de ônibus por um grupo de pessoas uma espécie de carnaval indiano, o Durga Pooja. Impressionante como o som parece marchinha de carnaval, e o povo alegre fica atrás de uma espécie de mini trio elétrico que toca música e carrega uma estátua de Ganesh. As pessoas ficam atirando um pó vermelho umas nas outras, algo que lembra um pouco o mela mela do carnaval com espuminhas no Brasil.




Chegamos ao Taj e ficamos realmente maravilhados. Para o nível de bagunça que estávamos acostumados dos locais que visitamos aqui na Índia, aquilo era o extremo de organização. Carros elétricos para levar os turistas até o local, garrafinha de água de brinde e capas para cobrir os sapatos entregues na chegada, tudo muito limpo (apesar de termos visto um cocozão de cachorro pisado na entrada), revista de segurança para evitar atentados, etc.. Tudo muito bem esquematizado. E quando, finalmente, atravessamos a imensa portaria, entramos no jardim e avistamos o monumento, realmente ficamos de queixo caído. Aquilo é muito mais bonito e grandioso ao vivo do que se pode imaginar pelas fotos. É realmente a maior loucura que alguém já fez por amor na história da humanidade.






O guia nos explicou a história do Maharaja que construiu este mausoleu em homenagem a sua falecida esposa, a predileta entre 3 (e milhares de amantes), com quem teve 14 filhos. Ele praticamente acabou com todas as riquezas do reino para levar a cabo a construção desta obra tão grandiosa, o maior monumento de mármore do mundo!! A simetria é perfeita, o material usado foi escolhido para durar, e realmente parece estar novo até hoje. Fizeram até uma falsa mesquita, do lado oposto da verdadeira, para garantir a simetria! A única coisa não simétrica é o túmulo do próprio Maharaja, ao lado do da sua esposa, pois a filha dele decidiu colocá-lo ali após a morte, para garantir que eles ficassem juntos por toda a eternidade.











Depois, fomos almoçar com o grupo, mas nós (Má e Rafa) tivemos que comer mais rápido, enquanto ouviamos uma explicação do guia sobre o Forte de Agra, que alguns chamam de forte vermelho, pois tinhamos que visitá-lo rapidamente e pegar o carro para ir a Delhi, já que pegaríamos o voo na mesma noite para Mumbai para visitar Beth e Josal, nossos queridos amigos que são praticamente tios do Rafa! Visitamos o forte em 40 minutos, e realmente é muito lindo. Seus muros imponentes de arenito vermelho e fossos, ambos duplos, protegem dois palácios, um de mármore e outro de arenito vermelho. A arquitetura é muito bela e os jardins devem ter sido lindos, embora hoje poderiam estar melhor conservados. Tem também uma bela vista do Taj Mahal, a distância.










Em seguida, pegamos nosso táxi particular e fomos correndo para Delhi. A estrada aqui é uma loucura. O homem não tirou a mão 1 minuto da buzina sequer, numa viagem que durou mais de 4 horas para fazer menos de 200 km. A estrada é boa, mas a velocidade média é muito baixa, já que as vezes ele consegue acelerar até 100 ou mais por hora, apenas para frear bruscamente e quase parar para evitar colisões com vacas, tratores, caminhões, burros, Tuktuks, etc.. O taxista louco, que corria bastante e falava apenas algumas palavras de inglês, tinha até um livrinho de turistas, onde seus clientes escreviam mensagens, faziam desenhos, etc.. O mais cômico é que vários deles deixavam por escrito reclamações sobre seu modo de dirigir e sua teimosia... Digamos que não era a sua melhor ferramenta de marketing, mas mal sabia ele ler o que estava escrito. 
Chegamos ao aeroporto de Delhi, aquele maravilhoso que já comentamos, muito melhor do que todos os brasileiros, conhecemos e conversamos com o Rakesh, um senhor muito simpático, e finalmente pegamos nosso voo para Mumbai. 
Lá chegando, fomos recebidos pelo querido Josal e fomos para a casa dele. No caminho, fomos conversando sobre Índia, nossa viagem, a experiência dele aqui, a cidade, etc.. A conversa foi tão boa que ainda sentamos juntos para tomar chá ao chegar em casa. Foi muito gostoso! Depois fomos dormir para descansar da jornada dessas últimas 48 horas com noite no trem, taxista louco, avião, etc..

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Madrugando no Ganges!

Fomos os últimos a chegar no ônibus mas chegamos a tempo! Ufaaa, não queriamos perder esse passeio por nada! Fomos para a cidade, que estava impressionantemente vazia, comparada com ontem, já que os comércio a esta hora ainda estava fechado... Andamos por várias ruelas sujas até chegarmos o local onde pegaríamos nosso barquinho para o passeio. Foi lindo ver o nascer do sol ali, em meio ao Rio, com todas essas pessoas fazendo oferendas, homenagens, se banhando, etc..












Vimos diversos templos à beira do Rio, o guia nos explicou sobre a crença de que, morrendo do lado oeste do Ganges ali em Varanasi, as pessoas se libertam das reencarnações neste mundo, o Sansara. Assim, muitos vem para a cidade para morrer ali. Enquanto o lado oeste é todo colorido, repleto de templos e palácios construídos por Marajás que queriam frequentar o local, o lado leste parece um deserto, já que acredita-se que quem morre ali reencarnará como jumento.
Com tantas pessoas morrendo ali, existem dois grandes crematórios. A tradição diz que o corpo deve ser cremado em 24 horas ou menos, na presença dos membros masculinos da família, que devem raspar cabelos e barba e fazer luto durante 10 dias, após o qual tomam um banho purificador no Ganges para poderem seguir com a vida. Antigamente, todas as cremações eram feitas com madeira. No entanto, como é caro (são necessários 250 a 300 kilos de madeira para cremar um corpo), muitos corpos eram jogados no Ganges antes de serem totalmente cremados. Para evitar isso, o governo instalou um segundo crematório, a gás, que faz o serviço gratuitamente para a população. O fogo usado é milenar, sempre foi mantido aceso pois acreditam que foi o próprio Shiva que o acendeu!


Descemos do barco no crematório a madeira e caminhamos ao lado de uma cerimônia, foi muito forte... Não se podia tirar fotos por respeito, mas dava para ver claramente partes do corpo da pessoa em chamas. Depois, voltamos caminhando pelas ruelas do centro antigo ao nosso ônibus e fomos de volta ao hotel.


Mais tarde, após o café da manhã, foi a hora das mulheres, maioria do grupo, terem várias experiências interessantes. Primeiro, um homem que vende especiarias veio fazer uma visita ao hotel. Elas se encantaram com os diferentes cheiros e gostos das hervas e sementes que ele trouxe. Em seguida, fomos visitar uma fábrica de seda. O dono, um homem com um ótimo senso de humor, explicou em espanhol claro todo o processo, fazendo várias piadas. Depois elas se deliciaram olhando e provando diversas peças de roupa, e fazendo as tradicionais "comprítias"!!! Finalmente, após um rápido almoço, fomos a um palácio que hoje serve como loja de tapetes, onde assistimos um show de dança indiana clássica. Foi muito bonito. Após o show,o host, que parecia um Al Pacino piorado, ficou incentivando as moças a fazerem compras na loja, que tinha tapetes e todos os outros tipos de souvenirs locais! A Má se segurou bastante durante o dia todo para não comprar de tudo, comprando apenas umas pecinhas na loja de seda.









Ufa, quantas emoções para o público feminino! Mas agora era hora de pegar nosso trem para Agra! Como sempre uma aventura! Conseguimos colocar todo mundo e todas as malas no trem, apesar do susto: enquanto o Rafa ajudava as moças do nosso grupo a levantar as malas para colocar no vagão, o trem começou a andar lentamente. Resultado, o Rafa foi puxando a mala dele e de outra moça ao lado do trem que andava por uns cem metros na estação, em meio àquela bagunça de gente no caminho. Uma loucura! Mas finalmente conseguimos e agora estamos no trem, nas nossas "caminhas", a caminho de Agra!